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Por que estamos na terra?

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Por que estamos na terra?

Mensagem  Julio em Seg Jun 17, 2013 6:40 am

Por PAPUS
 
Nas Sociedades Filosóficas tem-se o costume de tratar de temas áridos, abstratos, que levam a plateia ou os leitores a uma doce sonolência. Não digo que vocês não irão cochilar ao me ler, mas vou me esforçar para não ir muito alto e para não elaborar fórmulas transcendentais e imaginárias, e para responder, simplesmente a esta pergunta: Por que estamos na Terra? Trataremos a questão fora de qualquer filosofia, simplesmente no terreno prático.
 
Quem se levanta numa hora conveniente vai de manhã para o seu trabalho, cuida de suas ocupações durante o dia, volta para casa de noite para descansar, não está dispensado de pensar e de fazer, vez por outra, as seguintes reflexões: Por que estou aqui embaixo? Haverá uma outra existência depois desta?
 
Não iremos desenvolver hoje esta segunda questão; permaneceremos na Terra. Por que estamos na Terra? É para sofrer, diz a mulher; é para enfrentar provas no terreno prático, diz o homem. Ora, de que somos compostos? O corpo físico, segundo as escolas filosóficas, permanece um princípio material. De todas as escolas filosóficas apenas uma questiona a existência de nosso corpo. O fato patente absoluto é que temos um corpo físico. Inicialmente é necessário alimentá-lo, porque sem isto ele corre risco e apesar de toda filosofia transcendental, nos importamos com nosso corpo. Esse corpo físico assume uma grande parte de nossas ocupações, ocupa uma posição preponderante em nossa existência, principalmente na existência da mulher. Um homem em mil é suficientemente evoluído para ver a inteligência da mulher; os outros 999 olham o rosto encantador; daí a mulher preocupar-se em embelezar seu corpo físico. Digo, portanto, que nosso corpo físico nos ocupa incessantemente; é a primeira questão que nos ocorre na Terra. Mas se nossas principais preocupações são beber, comer e dormir, isto não é suficiente.
 
O ser humano se diferencia do animal exatamente por ter algo mais a fazer além de satisfazer a esta vida puramente física. Já se percebem forças, necessidades, que nos obrigam a não permanecer preguiçosos fora da vida material, animal. Comparemos o grande cão do trapeiro com o cachorrinho de uma delicada moça. O primeiro, atrelado sob o carro e não a ele, para não infringir os regulamentos da polícia, ajuda seu dono a conduzir pesados fardos o tempo todo; sem retomar fôlego, ele realiza um trabalho penoso por um pouco de comida, algumas côdeas de pão encontradas no lixo. Apesar disto, mantém sempre o olho aberto, as juntas sólidas e goza de boa saúde. O cachorrinho da moça leve, ao contrário, passa a vida dormindo, comento. Ele tem o máximo da felicidade sonhada sobre a terra. Mas esse animal de luxo, gordo, adiposo, adoece, toma remédio e torna-se cada vez mais doente. Portanto o ser está na terra para trabalhar, sem o que as doenças chovem sobre ele e, no entanto, parece-nos que o repouso é o melhor dos bens. Ora, nada é tão nocivo ao corpo físico quanto o repouso absoluto. Coloque-se no lugar de um ser que não faz nada. Este ser se sente o mais infeliz dos infelizes; lamenta-se sempre da sua sorte.
 
Excetuando-se as preocupações de nosso corpo físico, o ser humano é um ser que busca a felicidade. Onde se encontra felicidade? Consideremos uma lei física. Se nos colocamos à plena luz, essa luz só será perceptível cercada por pontos de sombra. Fixa o sol; ele te ofusca e nada vês. A luz só tem valor se houver sombras no seu entorno. O mesmo acontece com a felicidade que surge apenas em alguns momentos, em meio a centenas de dificuldades. É a segunda manifestação pela qual aparecemos diante de nós mesmos. Por que tantas dificuldades na terra? Muitos filósofos se colocam esta questão.
 
Noutros tempos existiu um príncipe Çakiamouni, filho de rei, criado no luxo, cercado de filósofos que, cumprindo ordens do rei, deviam mantê-lo em incessante contato com coisas alegres, afastá-lo de qualquer miséria humana. A Terra deveria parecer-lhe um lugar de delícias, onde existe apenas o prazer. Mas um dia o príncipe fugiu do palácio e viu um velho pedindo esmola; cruzou em seguida com um doente e com um enterro. Então ele refletiu. Um chinês, enviado ao estrangeiro por seu governo, para fazer um relatório sobre a sociologia dos países que ele deveria atravessar, vê numa estrada da França um velho miserável guiado por um menino. Ele pensa. O filho do rei, o chinês, têm a noção de que ninguém é feliz na Terra. Eles se perguntam porquê a felicidade não existe para todos. Concluem que a felicidade consiste no alívio da miséria dos outros. Diante do sofrimento que encontra, o príncipe fez-se mendigo e fundou a religião do Budismo, que admite a Reencarnação.
 
As provas são produto da fatalidade na Terra. Sofremos porque devemos evoluir no sofrimento. Com efeito, sabemos que os minerais evoluem e se transformam em vegetais, estes em animais. Por que esta evolução se interromperia no homem? A evolução continua, porque devemos evoluir nossas faculdades. Em geral os seres humanos são ruins. Uma criança é um animalzinho. Essa idade é impiedosa, diz La Fontaine. A criança passeia num jardim, vê um pintinho e o esmaga. Ela realiza um ato animal, um ato de força. O homem realiza com frequência tais atos. Mas acima do soco do forte sobre o fraco há alguma outra coisa. Há inicialmente o respeito pela força dos outros e em seguida a piedade pelos seus sofrimentos. A piedade é dada ao homem para sua evolução. Quando o homem primitivo vivia numa caverna, servia-se de sua força para matar os animais necessários à sua alimentação e à da sia família; ele defendia os seus contra os ataques de fora; devia agir então como um bruto . Ao longo da civilização, se o homem permaneceu um egoísta, ele o deve às suas origens. A mulher concebe melhor; guiada pela maternidade, ela permanece sempre mãe. É nela que repousa a evolução social.
 
Portanto, se um ser está na terra, é para si mesmo e principalmente para os outros. Inicialmente se fez, depois defendeu os seus. Múltiplas evoluções se fizeram necessárias para chegar a este axioma. Todos os seres humanos se equivalem na terra; se um é superior num sentido, é inferior num outro. Um engenheiro, a cabeça recheada de fórmulas, não saberá como agir para fazer um objeto de primeira necessidade. Em seu plano, cada ser humano é colocado para realizar sua evolução. Nossa principal razão de ser é ter o desprezo pelas riquezas; mas isto ainda não entrou em nossos hábitos.
 
Em A Volta ao Mundo em 80 Dias, um personagem segura uma cenoura diante do focinho de seu burro para fazê-lo avançar. Atualmente o dinheiro é representado por esta cenoura. Nada é empecilho a certos seres para atingirem a riqueza; ela está sempre presente diante do seu nariz; eles correm atrás dela e não podem alcança-la. Mas chegará um momento em que esta concepção será abandonada. Se entrarmos na pele dos seres que têm dinheiro, encontraremos frequentemente sofrimentos assustadores. Como aquele financista fundador das Lojas do Louvre, atingido por uma afecção benigna, que transformava suas noites em pesadelos. A riqueza nunca trouxe a felicidade. Estamos na terra para enfrentar provas. Um jovem corre, faz dezesseis quilômetros em uma hora. Se eu tentasse fazer o mesmo, pararia ao cabo de algumas centenas de metros. É necessário um treinamento para chegar a fazer uma marcha forçada. A vida é um treinamento e, como treinamento na vida, a natureza nos coloca provas. Dizemos: Por que essa telha veio cair em cima de mim e não sobre meu vizinho? Não nos é perguntada nossa opinião. Um empregado que desempenhou conscientemente seu ofício (ofício que o entendia) durante quarenta anos de sua vida, aposenta-se, vai morar no campo e faz enfim de um repouso bem merecido. Ao cabo de seis meses ele morre; morre porque não tem mais função social. Se este ser passasse a ensinar o que adquiriu através da experiência, a dar a conhecer as provas pelas quais passou, ele permaneceria mais tempo na terra. Quanto mais queremos fugir das provas, mais surgem outras. Eis a verdadeira solução da questão.
 
Cabe colocar agora: voltamos à Terra várias vezes? Não queremos falar agora da Reencarnação.
 
Hoje quisemos apenas evocar a ideia de que temos algo a buscar além da felicidade física na terra; temos que, nela, passar por provas e tentar superá-las. Sem provas, nada seríamos na Terra.

Julio
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Re: Por que estamos na terra?

Mensagem  Antoniosag em Seg Jun 17, 2013 12:56 pm

Caro F :::Julio,

Como sempre mais um post interessantíssimo !
De que obra de Papus retirou este artigo?

É fabulosa a facilidade com que Papus consegue exprimir estes conceitos. Na minha opinião, concordo com tudo. A dualidade, o facto do fortalecimento - e evolução - advirem do esforço de "remar contra a corrente", existirmos através de um propósito... está tudo lá!

No entanto este artigo seduz-nos para o tema da reencarnação.. que vos parece?
Reencarnamos? O quê que fica em nós das nossas vidas anteriores? Alguma vez paramos de reencarnar?
Ou tudo isso não acontece?

Que dizem vós caros F :::e S :::? Cool

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Saudações perante as Luminárias Sagradas e perante os símbolos que nos são caros,

António Pedro S A G


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Re: Por que estamos na terra?

Mensagem  Julio em Ter Jun 18, 2013 2:01 am

AntoniosagCaro F ::: Antoniosag e demais,

O enxerto foi retirado da Revista L'Initiation nº1 - Abril-Junho de 2001 (publicação brasileira, daquele contato que citei anteriormente)

Papus realmente tinha o dom da síntese e sabia explicar como ninguém os conceitos que permeavam sua mente.

Realmente meu caro Ir.'., o texto nos deixa com vontade de saber mais sobre a Reencarnação, e eu até fiquei curioso para ler as outras revistas para saber se há a continuidade deste texto.

Acredito que todo o místico em estágio avançado, cedo ou tarde se rende a ideia da Reencarnação. Tendo em vista que somos martinistas e buscamos a reintegração, a dúvida é: podemos atingir a consciência crística em apenas uma vida? A resposta para mim é: SIM. No entanto, é uma tarefa árdua para todos os ocidentais, principalmente aqueles que vivem em países cujo sistema econômico é o capitalismo. A segunda dúvida é: estou disposto a pagar o preço para atingir a consciência crística em apenas uma encarnação? Se sim, saibas que será necessário abrir mão de muitas coisas, orar e vigiar diariamente; minuto a minuto, controlarás o ego em todas as situações e não julgarás o próximo. Farás o bem quer esteja alguém vendo ou não e não recebas louros por tuas boas ações. Meditarás, encontrarás a paz e o silêncio e então ensinarás ao próximo a fazer o mesmo. Se acreditardes que fará o possível para evoluir, mas que não seja possível atingir a consciência crística em apenas uma encarnação, faça o possível para evoluir e sempre um pouco mais do que acreditas ser o suficiente.

Acredito que para reintegrarmos, precisamos ser o exemplo de Luz no Mundo e Sal na Terra. Talvez isso seja possível em apenas uma encarnação, talvez não.
Outros no entanto, podem escolher encarnar simplesmente pelo ato de servir. Já não sendo necessário, a vontade prevalece e a alma iluminada vem a este mundo para servir.

O que nos resta das vidas anteriores é apenas o conjunto de nossa evolução e não os detalhes da jornada. Sabemos que quanto mais cedo despertas, mais antiga é sua alma.
Quando não se faz mais necessário encarnar neste plano, o trabalho não cessa. Somo direcionados a ser mentores das almas encarnadas ou encarnar em outro plano que possibilite a continuidade e o progresso em nossa evolução.

Tudo o que aprendi, refleti e ponderei até hoje me direcionam para essa forma de pensar.

Fraterno abraço.
Julio

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papus

Mensagem  clelio pereira de souza em Seg Jul 15, 2013 3:28 am

gostei muito da resposta. super interessante.

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Re: Por que estamos na terra?

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