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Wiccanização

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Wiccanização

Mensagem  Isis em Sab Jun 01, 2013 11:51 am

Talvez um dos momentos mais difíceis para um wiccano seja o início, ou seja, seus primeiros passos no mundo da magia. Neste texto pretendo falar sobre as etapas e os processos que formam um wiccano. Refiro-me a todas as etapas, desde o processo da descoberta da magia até a completa transformação do indivíduo em um wiccano verdadeiro, ou seja, que vive a Wicca no seu dia a dia.

1 – O Despertar
Algumas tradições mágicas (não apenas dentro da Wicca) apelidam as pessoas que ainda não trilham o caminho da magia de adormecidos. Não estou afirmando que os que trilham o caminho da magia sejam superiores aos que não trilham, mas esse termo (“adormecidos”) neste texto se refere unicamente ao caminho da magia. Ou seja, são pessoas que estão adormecidas para a magia, assim como muitos pagãos poderiam ser considerados adormecidos para o cristianismo, e vice-versa. O termo apenas traça uma linha entre os que se interessam por um caminho daqueles que não se interessam.
Os “adormecidos” são as pessoas mais voltadas para ao mundo exterior, para o plano físico. Muitos nem ao menos acreditam ou conhecem os caminhos da magia. Dessas pessoas, muitos já vivenciam algumas experiências consideradas por eles de paranormais (embora nós saibamos que são extremamente normais) e são essas experiências que os fazem buscar um maior conhecimento sobre esses acontecimentos e é aí que a magia entra em suas vidas. Dando respostas e orientando-os a desenvolver os seus dons.
Outros, embora não tenham vivenciado nenhuma experiência extra-sensorial, estão à procura de um caminho mais pessoal, onde eles possam orientar a sua própria vida e onde eles não precisem de intermediários para contatar os deuses. Um caminho onde não haja segredos, onde ele possa sentir a vida pulsar dentro de si. Um caminho onde ele pode encontrar a divindade na própria natureza ou até dentro de si mesmo.
E é exatamente esse processo que eu denomino “acordar”. O momento em que a pessoa resolve buscar algo mais, e quando, talvez por obra do destino, ela acaba por chegar à religião Wicca.

2 – O neófito (dedicar-se)
Esse processo ficou mais conhecido pelo seu nome na tradição Filosófica, onde é denominado “processo de Imersão”. É exatamente o momento em que o neófito (aprendiz), seja solitariamente ou orientado por um mestre, “mergulha” no mundo da magia, mais especificadamente no mundo da Wicca.
Ou seja, é o momento de abandonar as velhas concepções, idéias e hábitos trazidos desde a nossa infância por uma criação, na maioria das vezes, monoteísta e machista. É o momento em que o neófito mergulha em um novo mundo e cria novos hábitos mais condizentes com a sua condição de pagão. É o memento em que sua relação com a natureza, com as divindades, com a magia e com respeito à igualdade entre os sexos se torna evidentemente mais forte.
Algumas tradições exigem que esse processo seja feito com o acompanhamento de um mestre, outras já reconhecem o neófito que passa por esse caminho solitariamente. Embora essa segunda opção seja evidentemente mais árdua e demorada, muitos são obrigados a trilhá-la por falta de opção. Afinal, mesmo nos dias de hoje, não se acha um mestre wiccano em cada esquina.
Essa etapa que se inicia no momento em que a pessoa se interessa em se tornar um wiccano, finaliza-se com um ritual (que na maioria das vezes é realizado solitariamente) conhecido como o ritual de dedicação (ou auto-dedicação). O ritual é basicamente uma apresentação da pessoa aos quatro elementos e ao Casal Divino (a Deusa Mãe e ao Deus Pai), no ritual a pessoa apresenta aos deuses o seu nome civil e anuncia o seu novo nome (conhecido como Nome da Arte ou Nome Mágico). Após esse ritual a pessoa se torna um neófito, ou seja, alguém que está iniciando seus estudos na Wicca, onde já passa a ser conhecido pelo seu nome mágico.

3 – O iniciado (iniciar-se)
Talvez esse seja um dos mais importantes processos no caminho para se tornar um wiccano. Muitas vezes também é o mais demorado. É nessa etapa da caminhada que o neófito se torna um iniciado. Ou seja, em termos wiccanos, o neófito passa por um processo de instrução (teórica e prática) para tornar um sacerdote wiccano.
“Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece.”
Pena que nem sempre essa frase é valida. Pelo menos, não no sentido literal. Como já foi dito antes, não se acha um mestre wiccano em cada esquina, principalmente quando nos referimos a um país como o Brasil, com milhares de municípios e lugarejos. Esse problema apresenta-se bem menor em capitais e em cidades de porte médio, com mais de 200 mil habitantes, pois em lugares maiores é muito mais fácil encontrar outras pessoas interessadas nas artes mágicas em lojas especializadas ou em encontros pagãos.
Mas o que fazer quando não há mestres próximos a você? Siga o seu caminho solitariamente. Eu diria que hoje, principalmente no Brasil, onde ainda existe certa resistência por parte da população em relação à magia e práticas religiosas não convencionais, grande parte dos wiccanos são auto-iniciados (ou seja, iniciaram-se sem um mestre). Isso ocorre porque muitas pessoas têm medo de sofrer pelo preconceito das pessoas ignorantes nesse assunto, que podem julgar certas religiões e tradições que eles não conhecem por absurdas crenças folclóricas, ou simplesmente, não admitirem a existências de religiões que não são conhecidas por eles (isso para falar daqueles menos radicais).
Embora alguns wiccanos ortodoxos pregam que não se pode iniciar-se solitariamente na Wicca, eu posso afirmar que existem wiccanos auto-iniciados que seguem a Wicca com muito mais verdade do que alguns ortodoxos iniciados em linhagens tradicionais, mas que não vivenciam a religião Wicca com tanta intensidade.
“Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir,
Então vêm os lábios para enchê-los de sabedoria”. – O Caibalion
Devemos nos lembrar de que grande parte das informações que chegam até os nossos ouvidos nos dias de hoje não se originam de lábios. O que quero dizer, é que em plena era da informação, aprendemos muito mais pelos livros, internet, vídeos e outros meios de comunicação do que nos milênios passados. Evoluir sempre!
Alguns argumentam que as tradições antigas eram passadas oralmente, por isso devemos fazer o mesmo. Outro absurdo! Imagine só se não aparece Gardner no século passado e realiza todos os seus estudos “antropológicos” com aquelas poucas bruxas das tradições antigas! Hoje todas essas tradições já teriam se perdido. Uma das grandes razões das tradições antigas serem passadas oralmente pelas pessoas (além do fato das perseguições que sofriam na época) é que não existiam outros meios de comunicação, sempre lembrando que pouquíssimas pessoas eram instruídas a ponto de saber ler e escrever e quando faziam, deviam escrever em forma de ficção ou de tal maneira que não as delatasse aos inquisidores.
Se não há a possibilidade de encontrar um mestre, que mal há em trilhar um caminho solitariamente? De certo que muitas informações são veiculadas pela mídia atualmente de forma distorcida e muitos escritores passam para frente opiniões pessoais, que muitas vezes não condizem com o pensamento geral wiccano.
Para exemplificar, muitos escritores que se propõem a escrever sobre a religião Wicca começam a justificar certos pensamentos e concepções pagãs com idéias e dogmas de outras religiões e segmentos (até mesmo cristãos). Talvez esses escritores o façam numa tentativa de popularizar a Wicca num país de forte cultura cristã ou talvez, embora tenham sido iniciados na Wicca, ainda não abandonaram concepções estritamente cristãs.
Só para relembrar, faz parte do senso comum, dos seguidores de ambas as religiões, que a Wicca e Cristianismo não se misturam. Por parte da Wicca, principalmente por causa de muitas idéias e dogmas cristãos que vão contra as nossas crenças (e obviamente por causa do nosso passado, referindo-me a era das fogueiras); já por parte do cristianismo, a própria bíblia (livro sagrado do cristianismo) condena os feiticeiros, bruxas e pessoas envolvidas com as artes mágicas. E é por isso que não há como existir Wicca Cristã ou Cristianismo Wiccano. Obviamente não quero, por meio desta, incitar alguma espécie de preconceito entre os seguidores dessas religiões, quero sim esclarecer que (com tolerância e respeito) é possível conviver em harmonia seja qual for a sua religião.
Voltando ao assunto desse artigo, é nesse momento que o neófito trilha pela primeira vez a roda do ano segundo os costumes wiccanos, vivenciando por meio dos 8 rituais solares (sabás) e dos 13 rituais lunares (esbás); e é exatamente por causa desses rituais cíclicos anuais, que essa etapa do caminho tem a duração mínima de um ano.
Durante esse ano (ou mais, dependendo da disposição do neófito) aprende-se, na teoria e prática, o que é ser wiccano. Esse é processo de treinamento do sacerdote. Onde o neófito reconhece a divindade dentro de si mesmo, quando ao se conhecer ele consegue conhecer os deuses.
Essa etapa se finaliza com o ritual de iniciação. Formou-se um(a) sacerdote(isa). Conhecidos também como bruxo(a) wiccano(a). Ou seja, um pagão (aquele utiliza as forças da natureza para realizar a sua vontade) que foi iniciado na religião Wicca como sacerdote.

4 – O mestre (mestrar-se)
Essa é, teoricamente, a última etapa do caminho da magia em que você precisaria de um mestre (digo precisaria pois devemos nos lembrar dos auto-iniciados, que muitas vezes são considerados mestres mesmo sem terem sidos orientados por outra pessoa).
Uns poucos hipócritas que supervalorizam o título de mestre, como se fosse superior ou mais importante que os outros, crêem que estão acima da verdade por terem alcançado este nível (o que demonstra que eles nem ao menos merecem esse título, pois um mestre deve saber controlar sentimentos tão mesquinhos e primitivos quanto à soberba).
Alguns dão tanta importância a essa etapa da evolução mágica que dizem que um mestre de verdade não deveria nem ao menos se chamar de mestre, pois seria uma demonstração de vaidade. Quanta besteira! Mestre é apenas aquela pessoa que já aprendeu algo e agora está apto a ensinar o que aprendeu. Podemos compará-lo a um professor, com a diferença de que o verdadeiro mestre não passa diretamente ao seu iniciado os ensinamentos que aprendeu, apenas o ajuda a construir as bases para que possa trilhar o seu próprio caminho. Um mestre não é um ser perfeito, pode sim errar em várias opiniões e atitudes, mas (se bem preparado) deve estar apto a reconhecer o seu erro e procurar se corrigir. Portanto, um mestre nunca deixa de ser um aprendiz.
“Diga-me, e me esquecerei.
Mostre-me, e tal vez eu me lembre.
Envolva-me, e compreenderei.” - (Provérbio chinês)
Muitos wiccanos permanecem para sempre, apenas como sacerdotes, apenas aqueles que sentem a vocação de guiar outros pelo caminho da magia aderem a essa etapa. E, obviamente, isso não quer dizer que um seja melhor que o outro, é uma questão de bom senso seguir a sua vocação, seja apenas como sacerdote, ou como sacerdote e mestre, afinal todo wiccano iniciado é um sacerdote.
Gostaria apenas de esclarecer um ponto aqui. Algumas tradições utilizam o termo Alto(a) Sacerdote(isa), entretanto, esses termos geralmente apenas são utilizados para designar aqueles membros do coven (grupo de bruxos wiccanos) que nos grandes rituais fazem o papel do Deus e da Deusa, ou seja, coordenam o ritual. Embora algumas tradições tenham alguns critérios ou até mesmo rituais para designar o(a) Alto(a) Sacerdote(isa), no geral esses termos apenas designam os tais papéis ritualísticos.

5 – O caminho
Sendo mestre ou não de outras pessoas, o sacerdote wiccano deve reconhecer ser mestre de si mesmo, pois ao se iniciar na religião Wicca ele se torna “uno” com os deuses. É quando o sacerdote assume o seu papel dentro do Universo e passa explicitamente do estado de contemplação para o estado de ação.
O sacerdote wiccano também nunca pára de estudar. Sempre está em busca de mais informações não apenas sobre a religião Wicca, mas também sobre as demais culturas pagãs, além de diversos temas voltados à área das Ciências da Religião. Talvez por esse motivo, grande parte dos sacerdotes wiccanos se dedica a coordenação grupos de estudos, sites, eventos, encontros e até mesmo a escrever livros e artigos sobre diversos assuntos relacionados à magia.
Como, diferentemente de outras religiões, um sacerdote wiccano dificilmente vive apenas como sacerdote, pois pela tradição nenhum trabalho sacerdotal wiccano deveria ser remunerado, os wiccanos geralmente possuem outras profissões, sejam arquitetos, professores, policiais, vendedores, médicos, contadores, advogados, funcionários públicos ou qualquer outra profissão, faz parte também do estilo de vida wiccano, a busca incessante pelo aperfeiçoamento das suas artes, incluindo a sua profissão. Por isso os wiccanos geralmente se destacam no trabalho, pois além desse aperfeiçoamento constante, a inclusão de uma visão mais globalizada do ser, buscando respeitar cada indivíduo como um todo (corpo, mente, espírito) e sua interação com todos os outros seres, fazem com que o wiccano se destaque em sua área até mesmo pelo seu modo de tratar seus clientes e colegas de trabalho.
Além disso, a busca constante pelo equilíbrio em todas as áreas da sua vida, seu respeito para com o seu corpo, sua alimentação, sua mente (pensamentos e relacionamentos), seu espírito e para com a própria natureza e a vida faz com o wiccano não seja afetado por diversas influências negativas do dia a dia da vida urbana.
Por fim, um verdadeiro wiccano possui em seu estilo de vida a prática constante da meditação, além de celebrar os sabás (celebrações ritualísticas solares, que ocorrem nos dias de mudança das estações e no meio de cada uma delas, totalizando oito rituais anuais) e sabás (celebrações ritualísticas lunares, que ocorrem em cada primeiro dia de lua cheia, totalizando 12 ou 13 rituais anuais, a variação existe devido aos anos que possuem a lua azul, ou seja, uma lua a mais no ciclo); em todos esses rituais são celebrados os ciclos da natureza, é honrado o Casal Divino e são feitos pedidos e agradecimentos às divindades.
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Espero ter conseguido mostrar nesse artigo, um pouco do que é se tornar verdadeiramente um wiccano. Quero deixar claro que embora eu tenha tentado passar uma idéia geral de como ocorre o processo de “wiccanização”, cada tradição da Wicca possui seus próprios graus ou etapas com nomenclaturas específicas a cada tradição. Ou seja, embora existam muitas divergências, essa foi a maneira que encontrei de tentar explicar um pouco do caminho trilhado por uma pessoa para se tornar wiccano, e espero também que vocês tenham conhecido um pouco do dia a dia de um seguidor da religião Wicca.



Isis
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