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Considerações sobre o amor pagão

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Considerações sobre o amor pagão

Mensagem  Isis em Sab Jun 01, 2013 12:25 am

Considerações sobre o amor pagão

Quantas vezes você já sentiu que sua relação mais complicada e conflituosa acontece exatamente com quem você mais gosta? Mas por que é complicada essa relação? Você quer amar: aí dá presentes, faz poesia, sonha com a outra pessoa. Só que você vai agindo e pensando de tal forma que aos poucos ela se torna objeto para você. Você quer ser amado: aí vem a sua vez de querer ser acarinhado, receber atenções, ser objeto de atenções.
Apresento-vos o nó do conflito entre duas pessoas. Ora uma, ora outra tende a ser transformada em objeto; ao mesmo tempo, nenhuma das duas quer e pode deixar de ser sujeito.
Você já deve estar com uma pergunta na ponta da língua: então não existe o amor? Quase, diz Sartre*.
Para ele, o ato de amor é uma tênue conquista, que se refaz a cada momento.

De um lado, o amor é uma história de respeito à liberdade do outro. De outro lado, é uma busca contínua de fazer respeitar a própria liberdade.
Sempre me fascinou a relação que uniu Simone du Beauvoir* e Jean-Paul Sartre, uma ligação que fugiu a todas as convenções sociais mas que se manteve firme ao longo de 50 anos.
Sabemos que ambos tiveram relações paralelas, paixões mais ou menos fugazes, mas o sentimento de profunda admiração, amor e respeito mútuo que nutriam um pelo outro perdurou para além de todas as adversidades.
Numa carta escrita a Suzanne Lachance, Simone referia a sua relação com Sartre:
"Dois seres que se amam profundamente não precisam de outras justificações para amar a vida. Bastam-se, não precisam de nada nem de ninguém.

O amor autêntico, que pode ser preservado apesar da passagem dos anos, dá à vida todo o sentido, toda a sua razão de ser. Não é a única forma de dar razão à existência (o compromisso social, o sentimento de fazer progredir o mundo em que vivemos, a amizade, etc., também podem construir este sentido), mas pode ser a mais bela razão de viver que existe.
O que me entristece é que o casal permaneça unido pelo hábito, pela pressão social... Logo que dois seres se sentem ligados não tanto por se amarem, o que era libertação e plenitude transforma-se em angústia e prisão. Sartre e eu nunca vivemos juntos e sempre consideramos ser livres de correntes que nos prendessem um ao outro. Se permanecemos unidos toda a vida, foi porque nos amamos profundamente e porque, livremente, sempre tivemos vontade de estar um com o outro. E isso é a coisa mais bela que pode acontecer a um ser humano. O amor dá força e coragem para enfrentar o mundo e a vida, a dois e não a um só. É muito!"
Trazendo agora a teoria sartriana para a realidade pagã, percebemos nitidamente como somos tão pouco pagãos!

É fácil arrotar sobre Beltane, falar do "Amor que a ninguém prejudica" ou "Amor sob vontade", mas na prática somos bem patriarcais.
Dissecando ainda mais esta questão, percebo quão somos escravizados pelo dito "amor". Ao alimentarmos que o Amor que "buscamos" pode ser não somente idealizado, mas também trazido, até mesmo através de feitiços e sortilégios. Isso chega a ser irônico!
Se realmente somos pagãos, a primeira lição que deveríamos aprender é justamente sobre esse tão questionado Amor-Posse. Mas já estou até ouvindo alguém dizer: "Sim Gallugh você pode até estar certo, mas na hora que a paixão chega, quero ver você se controlar!"

Concordo, mas amar, na visão de Sartre e também na visão pagã, não é sinônimo de insensibilidade. Amar "é". Simplesmente é. Não é "ter". Quando passamos a encarar o outro como objeto "você é MEU namorado, MEU esposo, MEU Amor....... deixa justamente de ser amor. Para existir amor, necessariamente tem que haver lealdade, e não necessariamente fidelidade.
Uma das primeiras lições que recebi ao começar o caminho pagão foi: Amor e sexo são duas coisas separadas, diferentes. Dito assim, displicentemente é fácil, mas viver é que é difícil. Porque? Porque não estamos habituados a sermos livres. Por mais que não queremos enxergar nos viciamos com nossas correntes. Nos habituamos à posse. Seja qualquer tipo de posse.
Amar, dentro da ótica pagã é ser livre! Livre para amar! Livre para soltar as correntes da outra pessoa, é sofrer também claro, mas sofrer pela verdade e não ter uma falsa felicidade "crística".
Não podemos simplesmente tirar as roupagens da sociedade patriarcal, com sua moral e vesti-la com a Tiara da Deusa. Não podemos idealizar um Amor como se este fosse um desdobramento do divino casal. Pois até mesmo os deuses não seguem essa visão deturpada de amor. Justamente o que os fez separar, dentro do mito da criação, foi o Amor. Por Amor a Deusa gerou o Deus.
Paremos com essa ignorante idéia de que a felicidade é morrer juntinho assistindo a novela das oito.

Paremos de considerar o amor tão sagrado ou tão profano a ponto de mantê-lo num altar, onde só os deuses ou os loucos estão aptos a conhecê-lo.
Vamos amar! Intensamente e sem escrúpulos, sem banalizações e sem romantismo falso!
Amemos a Liberdade! a Vida! a Caminhada!
Amemos o outro sim! Mas não como se somente nessa outra pessoa você encontrasse a felicidade. O Amor é alheio a tudo isso!
Amemos o outro não buscando algo, mas buscando a si mesmo!
Amemos o outro somente para amar! sem pretensões, espectativas e responsabilidades!
"Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo...Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. "
Clarice Lispector

Gallugh
Notas:
* Jean-Paul Charles Aymard Sartre foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo.
* Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa.
Sartre e Beauvoir nunca formaram um casal monogâmico. Não se casaram e mantinham uma relação aberta. Sua correspondência é repleta de confidências sobre suas relações com outros parceiros. Além da relação amorosa, eles tinham uma grande afinidade intelectual. Beauvoir colaborou com a obra filosófica de Sartre, revisava seus livros e também se tornou uma das principais filósofas do movimento existencialista.

Isis
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